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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Um Zimba Pra Naza: O Carimbó homenageia N. Sra. de Nazaré no Círio 2016



Neste Círio, os mestres e mestras do Carimbó se reúnem em Belém para saudar e homenagear nossa querida Mãezinha de Nazaré, Padroeira de todos os paraenses. Patrimônio cultural como o Círio, nosso Carimbó vai ecoar suas cantorias e batuques em louvação à Rainha da Amazônia, pedindo suas bênçãos para todos os mestres e mestras, grupos e comunidades carimbozeiras e das culturas populares do Pará.
A homenagem será neste sábado à noite, durante a procissão da Trasladação. O local escolhido foi a Casa da Iacitatá, um ponto de Cultura Alimentar que é grande parceiro da Campanha do Carimbó, localizado na Praça da Sé, esquina com a Rua Siqueira Mendes, na Cidade Velha. O horário previsto é às 21 h, no momento da chegada da procissão à Igreja da Sé.
A realização é uma parceria do Instituto Iacitatá Amazônia Viva com a Campanha do Carimbó, tendo apoio da Loc Engenharia, Grupo Sancari e vários colaboradores. A arte usada no cartaz é da ilustradora paraense Renata Segtowick.
Vamos juntos celebrar o Círio e nosso Carimbó, patrimônios culturais do povo paraense e brasileiro!
Círio & Carimbó, Nossos Patrimônios!
Serviço:
#UmZimbaPraNaza : O Carimbó homenageia N. Sra. de Nazaré no Círio 2016
Sábado - 21 h | Na Trasladação 
Casa da Iacitatá (Praça da Sé, esquina com a Rua Siqueira Mendes, na Cidade Velha)
Informações: 981916690 | 9993598451

sábado, 28 de junho de 2014

PROJETO CATA VISITA MESTRAS E MESTRES DE CULTURA ALIMENTAR TRADICIONAL EM SANTARÉM NOVO

Equipe do Projeto CATA conhecendo o trabalho de Mestra Margarida



No último dia 28 de junho Santarém Novo recebeu a visita de noss@s parceir@s do projeto CATA - Cultura Alimentar Tradicional Amazônica - que vieram registrar in loco nossa culinária cabocla e suas conexões com as manifestações culturais populares de nossa comunidade. Vários mestras e mestras de cultura alimentar de nossa comunidade receberam a expedição e compartilharam suas práticas e saberes.

Mestra Margarida preparando o beiju chica no forno
A expedição CATA em Santarém Novo foi integrada pelos pesquisadores e ativistas culturais paraenses Tainá Marajoara e Carlos Ruffeil, acompanhados pelo fotógrafos Marcos Hermes (RJ) e Sylvia Seganfredo Sanchez (SP), que foram acolhidos em nossa cidade pela centenária Irmandade de Carimbó de São Benedito, principal organização de cultura popular tradicional do município e responsável pela articulação da Campanha do Carimbó, movimento aqui nascido durante o Festival de Carimbó de Santarém Novo, em 2005.

Mestra Margarida em seu sitio
O grupo registrou o trabalho de Dona Margarida, pequena agricultora que reside na periferia de Santarém Novo e que produz em sua casa de farinha o famoso beijú chica, iguaria típica das festas tradicionais do Carimbó de São Benedito que a Irmandade promove todo mês de dezembro. Feito de mandioca dura, da branca, o beijú é preparado com recheio de côco ralado e possui um sabor inigualável, além de ser um produto totalmente orgânico. Dona Margarida e seu marido, Seu Andrelino, também produzem outros tipos de beijús, como o coroa e o fino, estes feitos com mandioca mole, além de farinha d'água e de tapioca, tucupi e goma de tapioca.
 
Os visitantes ficaram impressionados com a quantidade de casas de farinha em atividade no município, todas de caráter familiar e comunitário, mostrando a força da agricultura tradicional em Santarém Novo.

Molho de caranguejo do tacacá caboclo
O tacacá com molho de caranguejo, ou simplesmente tacacá de caranguejo, foi outra iguaria típica de nossa terra que chamou a atenção da equipe do CATA. Preparado sem tucupí, jambú ou camarão, esse tacacá utiliza um molho feito a partir da gordura e da polpa do caranguejo, crustáceo abundante nos manguezais de Santarém Novo, que hoje formam a Reserva Extrativista Marinha Chocoaré-Mato Grosso, uma unidade de conservação federal onde vivem centenas de famílias de pescadores artesanais e tiradores de caranguejo.


Para mostrar os segredos do preparo desse tacacá, a equipe do CATA foi recebida pelo Mestre Dico Boi, uma lenda viva do carimbó da região, batedor do grupo Os Quentes da Madrugada, vinculado à Irmandade de Carimbó de São Benedito e também pescador e tirador de caranguejo. Um mestre dos mangues e do carimbó, uma síntese perfeita do que representa a cultura alimentar para nossa comunidade.

Os Quentes da Madrugada, carimbó raiz de verdade.
Porém, antes de apreciar o tacacá especial de Santarém Novo, era fundamental conhecer outra tradição belíssima da cidade: o Carimbó de São Benedito e seus guadiões, o Grupo Os Quentes da Madrugada, que conduzem as onze noites de festa da Irmandade em dezembro. Formado por mestres e jovens batuqueiros da comunidade, o grupo preserva os tambores e instrumentos antigos e sua cantoria centenária, com uma sonoridade peculiar e única. Os Quentes, como são chamados pelos moradores locais, posaram para as lentes do mesmo fotógrafo que já fez mais de 600 capas de discos, trabalhando com artistas como Paul MacCartney, Sepultura, Stevie Wonder, Caetano Veloso, Lenine e outros...Depois a equipe visitou a oficina de Mestre Sabá, artesão e carpinteiro que hoje confecciona os instrumentos percussivos da Irmandade. 

Mestre Dico Boi mostrando o mangue
Continuando a missão do tacacá, Mestre Dico Boi guiou os visitantes até o mangue, onde mostrou como captura os caranguejos que utiliza no tacacá e falou sobre a importância dos conhecimentos que recebeu de seu pai, Mestre Valdemar, com quem aprendeu tudo o que sabe: pesca, agricultura, mangue e carimbó. Depois em sua modesta casa ensinou como preparar a iguaria, que foi feita com caranguejo assado na brasa, outra prática tradicional em Santarém Novo. Tudo registrado pelas lentes de Marcos e Sylvia, encantados pela sabedoria e generosidade do mestre.

O projeto CATA se despediu de Santarém Novo no sábado após o jogo da seleção brasileira, assistido por todos no pequeno televisor na sala de Mestre Dico Boi, degustando o delicioso tacacá de caranguejo. A equipe do projeto voltará a Santarém Novo no 2º semestre de 2014, para novas entrevistas e para realização de oficinas culturais para a comunidade, a serem articuladas em parceria com a Campanha do Carimbó e com a Irmandade.

Nossa gratidão a noss@s mestras e mestres pela generosidade e alegria em compartilhar seus saberes, nossa gratidão a toda a equipe do CATA pela parceria e comprometimento com a causa das culturas populares e tradicionais de nossa região.

(Fotos e texto por Isaac Loureiro)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Até dia 18, Dossiê de Registro do Carimbó está aberto para consulta pública; participe!


Diversas lideranças do carimbó - mestres, músicos, dançarinos, pesquisadores, vindos de cidades próximas a Belém e da Região do Salgado - se reuniram na sede regional do IPHAN no Pará, na quinta, 6 de março, para debater o dossiê de registro do Carimbó como Patrimônio Imaterial Brasileiro. Até o dia 18 de março, qualquer pessoa pode consultar o dossiê e contribuir com sugestões ou correções. (Acesse a notícia no site do IPHAN onde constam os links do dossiê e do inventário de referências culturais do carimbó).


O encontro foi aberto com uma roda perto de 10h30 da manhã, onde cada participante falou de sua relação com o carimbó e expectativa em relação ao registro. Antes disso, várias equipes de reportagem estiveram no local entrevistando os mestres e lideranças do movimento - podemos citar as TVs Liberal, Cultura, RBA e SBT, as rádios Cultura e Liberal, o jornal Amazônia, o site Pará Música e o blog Som do Norte. O debate sobre o dossiê apresentado pelo IPHAN se estendeu até perto de 16h.





É necessário destacar o ineditismo desta consulta. Usualmente, quando o IPHAN realiza o registro de um bem cultural brasileiro, após a fase de pesquisas elabora um dossiê e um inventário que são analisados por seu Conselho Consultivo, que aprova (ou não) o registro do bem. Porém, os coordenadores da Campanha Carimbó Patrimônio, argumentando que, uma vez publicado o dossiê, este se tornará a maior referência disponível sobre o carimbó, entenderam pela necessidade de terem acesso ao documento, para se assegurar que este de fato contenha as informações corretas. Isto nunca foi solicitado antes, e olhem que o IPHAN já registrou o samba de roda da Bahia, o tambor de crioula do Maranhão, o frevo pernambucano, entre outros importantíssimos bens culturais brasileiros. Faço votos de que esta etapa de consulta pública a partir de agora seja incorporada ao ritual de registro dos bens culturais a serem tombados pelo instituto (lembrando que atualmente se realiza no Amapáa pesquisa de campo visando o registro do marabaixo como patrimônio imaterial).


A expectativa é de que, finalizada a consulta e incorporadas as correções e sugestões, o Conselho Consultivo do IPHAN se reúna (a princípio, em Brasília, mas a Campanha pretende solicitar que a reunião aconteça em Belém) e decida pelo registro do Carimbó como patrimônio imaterial brasileiro ainda neste primeiro semestre. De todo modo, o registro deve acontecer ainda este ano, como a ministra Marta Suplicy declarou ao Som do Norte em janeiro.



Ouça na seqüência quatro entrevistas realizadas pela manhã. Primeiro,Mestre Manoel, do Grupo Uirapuru, fala à TV Liberal da luta dos carimbozeiros para a preservação do carimbó de raiz (ao final, conta ao Som do Norte sobre o bloco do Zimbarimbó, que tem desfilado nos carnavais de Marapanim). Depois, Isaac Loureiro, coordenador-geral da campanha, chega a ser poético ao falar da relação do carimbó com a natureza; ele destaca também o crescente interesse dos jovens paraenses pelo autêntico carimbó. As outras duas falas trazem relatos sobre a resistência que representa manter o carimbó vivo em Belém: Nego Ray(foto), do espaço cultural Coisas de Negro, comenta a roda de carimbó que o espaço realiza todos os domingos há 14 anos, e Neire Rocha,diretora do Grupo Sancari, lembra a roda que o grupo comandava todos os sábados por volta de 2010.


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Campanha do Carimbó no Facebook: compartilhe e apoie esta causa!



A Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro agora está no Facebook, onde foi criada uma fanpage para divulgar suas ações e informações cotidianas.

É uma ferramenta a mais de comunicação que busca ampliar o alcance de nossa rede e facilitar o acesso do público às atividades, projetos, eventos, notícias, pessoas  e opiniões da Campanha do Carimbó, movimento social e cultural autônomo e popular, protagonizado pelos mestres, grupos e comunidades do carimbó paraense em luta pelo reconhecimento e valorização de nossa maior tradição. 

As redes sociais vem sendo cada vez mais utilizadas como instrumento de comunicação e de articulação de grupos e movimentos sociais e culturais em todo o mundo. No universo do carimbó já são vários os perfis criados nessas redes por grupos e pessoas vinculados à Campanha e a grupos de carimbó. A criação da página da Campanha no facebook pretende oferecer um espaço comum de compartilhamento e movimentação digital para nossos ativistas e aliados.

A página foi criada em novembro de 2013 e estava funcionando em caráter experimental. Agora está sendo oficialmente lançada e divulgada.

Esperamos contar com o apoio de tod@s para divulgar e apoiar esta iniciativa. Curta e compartilhe você também!

https://www.facebook.com/campanhadocarimbo


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Blog ACESSO publica reportagem sobre a Campanha do Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro

O Blog Acesso, mantido pelo Instituto Votorantim, publicou recentemente uma reportagem inédita sobre o movimento da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, entrevistando lideranças e mestres do Carimbó paraense que luta para ser reconhecido como parte fundamental da nossa cultura.

A iniciativa do Blog Acesso reflete a crescente importância que a luta dos carimbozeiros paraenses vem conseguindo em âmbito nacional, sendo hoje considerado um dos principais movimentos culturais do país.

Leia abaixo a matéria na íntegra:

Reconhecimento e valorização do carimbó

Por Blog Acesso

Ao som das maracas, flautas artesanais e curimbós, grupos dançam em círculos no ritmo do carimbó. As moças giram as saias e o batuque do tambor marca os passos dos pares, que arrastam os pés de um lado para o outro. Comunidades do litoral e do interior do Pará buscam, com diversas iniciativas, manter viva a tradição do carimbó, que pode ter mais de 200 anos de história. No ano de 2005, em debates promovidos durante o Festival de Carimbó de Santarém Novo, grupos e entidades paraenses iniciaram a campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, com o objetivo de mobilizar a sociedade para a valorização e o reconhecimento da expressão como importante elemento de identidade da cultura nacional. Após oito anos de ações, pesquisas e estudos, o processo de registro do carimbó como patrimônio cultural, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, está na fase final e a expectativa é que seja concretizado em 2014.


Mais que um estilo de música, no Pará, o carimbó representa um modo de vida que é transmitido oralmente pelos mestres e membros dos grupos. Segundo Isaac Loureiro, coordenador da campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro e membro da Irmandade de Carimbó de São Benedito, existem diversos debates sobre a origem do carimbó. Contudo, para os grupos, o importante é a síntese da expressão cultural, que eles acreditam ter sido formada por índios, negros e ibéricos. “O carimbó traduz a nossa memória e a tradição que mantemos vivas nas comunidades. São músicas dos séculos 18 e 19, que conseguem afirmar identidade e que ainda espantam as pessoas, porque muitas acham que não deveriam mais existir. Mas, continuamos celebrando o trabalho e a vida com festa, cantando a natureza, o mundo em que vivemos, afirmando valores de solidariedade, de respeito mútuo e de cooperação”, conta.


O carimbó está vinculado aos moradores do interior do Pará, ao ofício dos pescadores, ribeirinhos e agricultores. De acordo com Loureiro, as comunidades se esforçam para preservar a tradição e passar os conhecimentos para as novas gerações. O coordenador da campanha ainda relata que na cidade de Santarém Novo, por exemplo, o carimbó é exaltado com 11 dias de festa comunitária. “O festeiro oferece comida e bebida de graça e, para ele, essa é a maior alegria do mundo. A família se prepara durante o ano todo para, no final, gastar tudo em uma festa e ele fica muito feliz de ter feito isso. São valores fundamentais para nós, um modo de vida que está se perdendo cada vez mais, que vem das comunidades e tem contato direito com a natureza, com a terra e com as pessoas que valorizam aquilo que é mais essencial, o ser e não o ter”, disse.


A campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro foi criada pelo anseio do reconhecimento e utilizou a afirmação como estratégia para disseminar informações sobre o carimbó e reduzir preconceitos. “Elaboramos um movimento, organizado pelos grupos e mestres de carimbo, para buscar o registro oficial [do Iphan] e para mobilizar a sociedade em torno da importância do tema. Para nós, não adianta apenas ter o título e somente o governo reconhecer, é preciso que a sociedade também reconheça e compreenda o valor dessa manifestação e desse patrimônio. A campanha cumpria um papel duplo de apresentar essa demanda para o governo e, também, por meio de várias ações, levar para as comunidades a compreensão sobre o que significa o registro do carimbó como patrimônio”, afirma Loureiro.


De acordo com a técnica em Antropologia, do setor de Patrimônio Imaterial da superintendência do Iphan do Pará, Larissa Guimarães, o processo para o registro do carimbó como Patrimônio Cultural Brasileiro foi iniciado em 2006, com a formalização do pedido junto à presidência do Iphan. “No caso do carimbó, o pedido foi oficializado por meio da Irmandade de Carimbó de São Benedito, junto com outros grupos. A partir disso, foi dado todo o trâmite e a abertura do processo, em dezembro de 2008, e a pesquisa foi iniciada com a realização do Inventário Nacional de Referências Culturais – INRC. Esse inventário começou com um levantamento preliminar e as etapas subsequentes de identificação e documentação seguiram, desde então, até 2013. O registro ainda não saiu, está na fase final, que é a elaboração do dossiê. Há uma previsão de registro no ano de 2014, mas o prazo está aberto”, explica.


O carimbó já é registrado pelo estado do Pará como Patrimônio Imaterial, e, segundo Guimarães, com o reconhecimento nacional, o Ministério da Cultura, por meio do Iphan, deve desenvolver uma série de políticas para salvaguardar o bem. “Um dos pontos principais desse reconhecimento do Iphan é proporcionar políticas de salvaguarda. As iniciativas que serão trabalhadas, a partir do registro, têm como foco principal a valorização dos grupos e dos mestres de carimbó. O trabalho que fazemos não é o de delimitar o que é o carimbó e nem de definir o que seria, mas registramos como ele é referenciado pelos seus detentores, as pessoas que vivenciam de fato o carimbó e fazem os instrumentos, as carimbolas, maracas e flautas”, elucida.


O mestre do Grupo Uirapuru, Manuel Farias Pinto, conta que há um compromisso para preservar a cultura do carimbó e passar todo o conhecimento. “Aprendemos a respeitar os mestres que já se foram e os que estão vivos até hoje, em idade avançada. Hoje, pra mim, é uma grande honra ser mestre, temos mais de 45 grupos de carimbó na cidade [de Marapanim]. Buscamos trabalhar com esse pessoal para que nossa cultura possa viver durante muitos anos e queremos esse registro porque ele irá garantir que a nossa cultura tenha mais respeito, para que os mestres sejam valorizados nos seus tratados, para que eles possam ter a função e o conhecimento deles passados nas escolas, para os alunos”.


O mestre explica que o carimbó emite um som forte e envolvente, que mantém as suas origens na natureza e, por esse motivo, transmite uma cultura de raiz. “As músicas são feitas quando estamos pescando, trabalhando, pela cantiga de um pássaro voando, pelo jogar da maresia, do barco, da linha. Essa criação nasce da labuta, quando surge a inspiração do dia. A universidade ajuda no conhecimento, na sabedoria, mas o mestre não precisa passar pela universidade para fazer uma música, ele já traz isso dentro dele. Para uma criança de dois ou três anos bater o carimbó no ritmo, pegar a maracá e tocar, isso já vem no sangue, foi dado pela natureza. O carimbó é uma expressão forte que contagia e mexe com as pessoas, porque vem do tronco da árvore, do índio e do caboclo”, diz o mestre Manuel Farias Pinto.


Pamella Indaiá/Blog Acesso

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

#ESQUENTANDO OS TAMBORES EM SANTARÉM NOVO#



Evento de Carimbó em Santarém Novo prepara o clima para festas de dezembro 

A Irmandade de Carimbó de São Benedito de Santarém Novo convida para #ESQUENTAR OS TAMBORES# em nosso Barracão, neste final de semana, dias 23 e 24 de novembro, com os Grupos O Popular de Salinas e Os Quentes da Madrugada de Santarém Novo, em uma grande festa de Carimbó Pau & Corda que promete levantar a poeira do salão.

O evento será uma prévia do 11º Festival de Carimbó de Santarém Novo, que acontecerá entre 13 e 15 de dezembro, e também da centenária Festividade de Carimbó de São Benedito, que se realiza de 21 a 31 de dezembro, uma das mais importantes manifestações da cultura popular tradicional do Pará.

O Grupo O Popular de Salinas é o mais antigo em atividade nessa cidade, tendo sido fundado pelo lendário Mestre Palha Velha na década de 60, mantendo a tradição do legítimo carimbó praiano. Hoje o grupo é liderado por D. Edna Dias, filha do Mestre Palhinha, e por seu companheiro Mestre Nelson, contando com a participação dos  Mestres Calixto (do antigo Originais do Sal) e Lourival, exímio flautista a clarinetista de carimbó.

Grupo O Popular de Salinas (foto Isaac Loureiro)

Os Quentes da Madrugada é o conjunto tradicional que anima as 11 noites da Festividade de Carimbó que é a maior tradição da Irmandade de São Benedito de Santarém Novo. Seu ritmo diferenciado é garantido pelo baque forte de Mestre Dico Boi e pela cantoria firme de Candinho e Mestre Ticó, que mantém viva essa tradição de mais de cem anos.

A festa do sábado terá ainda um animando Baile da Saudade com Som JC - O Ferá, embalando a noite dançante e popular.

E no domingo pela manhã a Irmandade promove o Bingo do Carimbó e o Torneio de Duplas de Dominó. Será um dia de diversão e muito carimbó com toda a comunidade de Santarém Novo.

Toda a renda do evento será utilizada pela Irmandade nos preparativos de sua centenária Festividade de Carimbó, em especial para os reparos do Barracão onde acontece a festa tradicional . Divulgue e Participe.

Contatos: (91) 8722-9502 (Isaac Loureiro)
https://www.facebook.com/carimbo.saobenedito
carimbopatrimonioculturalbr@gmail.com

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Carimbó e seus Mestres chegam a São Paulo

(Foto por Isaac Loureiro)
Da esquerda para direita, em pé:
D. Edna (O Popular/Salinas), Zuleide (Raízes da Terra/Marapanim), D. Amélia (Cruzeirinho/Soure), Bruna (Sancari), Mestre Mário (Japiim/Marapanim), Mestre Ticó (Os Os Quentes da Madrugada/Santarém Novo), Marcelo do Sax (Unidos de Maracanã/Maracanã), Mestre Cazuza (Unidos do Paraíso/Sta. Bárbara), Mestre Branco (Flor do Mangue/Marapanim), Mestre Rildo (Sabiá/Curuçá), Mestre Manel (Uirapurú/Marapanim), Manoel Preto (Tio Milico/Fortalezinha).
Da direita para a esquerda, agachados:
Mestre Lucas Bragança ( Sancari/Belém), Mestre Lico (Beija-Flor/Vigia), Nivaldo Coelho (Pindorama/Ananindeua), Mestre Dico Boi (Os Quentes da Madrugada/Santarém Novo), Mestre Diquinho (Raízes do Cacau/Colares), Mestre Nelson (O Popular/Salinas), Mestre Diquinho Miranda (Cruzeirinho/Soure).
 
Os Mestres do Carimbó do Pará chegaram nesta quinta-feira em São Paulo para o Encontro de Culturas Populares e Tradicionais 2013, onde participam de diversas atividades e se apresentam nos dias 4 e 5 de outubro dentro da programação do evento.
 
Vindos de 11 diferentes municípios paraenses, das regiões do Salgado, Metropolitana e Marajó, os mestres fazem parte da delegação da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, convidada para participar do Encontro. Cada mestre representa a tradição de carimbó de sua comunidade, com sua identidade e características próprias, revelando a beleza e a diversidade desse ritmo tradicional que vive a expectativa de ser reconhecido oficialmente como patrimônio imaterial da cultura brasileira. 
 
Juntos pela primeira vez em um palco, os Mestres do Carimbó do Pará prometem colocar todo mundo pra dançar ao som do verdadeiro carimbó pau & corda. Nesta sexta-feira o grupo faz sua primeira apresentação no Encontro, a partir das 18h, encerrando as atividades do dia.
 
Compartilhamos acima a primeira foto do grupo no Sesc Itaquera, local do evento, onde desembarcaram nesta quinta-feira pela manhã.
 

 

sábado, 28 de setembro de 2013

Mais tempo para a Cultura Amazônica e seus protagonistas!...

Colegiado Setorial de Culturas Populares pede ao MinC a prorrogação do Edital Amazônia Cultural
 
 
 
Nesta sexta feira, 27 de setembro, o Colegiado Setorial de Culturas Populares encaminhou à Ministra da Cultura Marta Suplicy uma carta solicitando a PRORROGAÇÃO do prazo de inscrição de projetos no edital do Programa Amazônia Cultural, que havia aberto inscrições dia 15 de agosto, somente pela internet, e cujo prazo se encerra dia 30 de setembro.
 
O Programa Amazônia Cultural é uma iniciativa do Ministério da Cultura para fomentar os projetos culturais nos Estados da Região Norte, tendo sido lançado no início de agosto pela própria Ministra durante evento em Boa Vista, capital de Roraima. O edital tem vários aspectos que favorecem os fazedores de cultura informais e os grupos de cultura popular e tradicional, embora esses mesmos setores venham encontrando sérias dificuldades para se inscrever por conta de problemas de acesso a internet e também pelas diversas exigências formais, como a contrapartida obrigatória de 20% do valor de cada projeto.
 
O Colegiado Setorial de Culturas Populares é um organismo vinculado ao Conselho Nacional de Política Cultural, sendo uma instância de representação do segmento das culturas populares em âmbito nacional, com a participação de lideranças de todas as regiões do país.
 
A Campanha do Carimbó está presente nesse Colegiado através do companheiro Isaac Loureiro, da Irmandade de Carimbó de São Benedito da cidade de Santarém Novo. Por isso manifestamos nosso total apoio à essa demanda do Colegiado e nos somamos na mobilização para que esse edital seja prorrogado, favorecendo assim nossos grupos, mestres e comunidades.
 
Abaixo publicamos a carta na íntegra:
 
CARTA DO COLEGIADO SETORIAL DE CULTURAS POPULARES
 À SRA. MINISTRA DE ESTADO DA CULTURA
SOBRE O PROGRAMA AMAZÔNIA CULTURAL
 
 
Exma. Sra. Marta Suplicy
Ministra de Estado da Cultura
 
 
Cumprimentando-a cordialmente, nós abaixo assinados membros do Colegiado Setorial de Culturas Populares, instância do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC do Ministério da Cultura - MinC,  vimos através desta solicitar junto a V. Exa. a PRORROGAÇÃO do prazo de inscrição do edital do Programa Amazônia Cultural, lançado pelo Ministério da Cultura no dia 1º de agosto de 2013 em Boa Vista/RR, durante sua visita a esta cidade amazônica.
 
O edital para 2013 abriu inscrições dia 15 de agosto e tem encerramento previsto para o próximo dia 30 de setembro. No entanto, em função das distâncias enormes da Região Norte e das já conhecidas dificuldades de comunicação e acesso a internet na Amazônia, já comprovadas em outros processos promovidos pelo MinC, consideramos com preocupação que muitos fazedores de cultura e seus grupos/comunidades poderão ficar de fora desse edital, ou não consigam inscrever seus projetos no Sistema SalicWeb  a tempo, principalmente aqueles e aquelas que fazem parte do universo das culturas populares e tradicionais dessa região, segmentos culturais e sociais ainda maciçamente excluídos das ferramentas digitais necessárias para participarem desses processos.
 
Tomamos conhecimento de inúmeras situações vivenciadas pelos artistas, mestres e fazedores de cultura espalhados pelos municípios da Amazônia para tentar participar do edital e inscrever seus projetos, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas. Foram realizadas dezenas de oficinas, reuniões e encontros para divulgar o Programa e estimular a participação das pessoas e seus grupos culturais no mesmo. Mas o curto tempo para se fazer toda essa mobilização e efetivar a participação desses atores é um fator que pode comprometer o êxito pleno dessa iniciativa tão importante.
 
Temos a compreensão que o Programa Amazônia Cultural é parte fundamental da estratégia do Ministério da Cultura para fomentar os projetos culturais da Região Norte, respondendo às demandas históricas desta região já expressas em diversos fóruns e mobilizações regionais e nacionais. O foco de buscar o atendimento dos segmentos mais excluídos do acesso aos recursos do MinC revela um avanço importante, embora com vários problemas nos mecanismos de repasse e de formalização das inscrições, que podem ser discutidos e aprimorados em um momento posterior.
 
Nesse sentido é que, a exemplo de diversos outros editais realizados pelo  MinC, solicitamos a PRORROGAÇÃO do prazo de inscrição do Amazônia Cultural para mais 30 dias, possibilitando assim uma nova chance para que nossos mestres, grupos e comunidades possam garantir o envio de seus projetos com qualidade e tranquilidade.
 
Esperando sensibilizar Vossa Excelência, agradecemos sua atenção e aguardamos o posicionamento do Ministério da Cultura.
 
Respeitosamente,
 
 
Brasil, 27 de setembro de 2013.
    
 
Isaac Wylliam Farias Loureiro (PA)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
Representante Titular no Plenário do CNPC/MinC

Mestre Gilberto Augusto da Silva (SP)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
Representante Suplente no Plenário do CNPC/MinC
 
Mestra Alzira Aviz do Rosário (PA)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Mestre José R. de Menezes (SE)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Mestre Aelson F. da Hora (PE)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares

Mestre Waldo Mafra C. Monteiro (AM)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Marcelo Simon Manzatti (DF) 
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Graziela de Castro Saraiva (RS)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Guilherme R. Manhães (ES)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Henrique Pereira Rocha (CE)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Anderson Formiga B. Lira (DF)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Eugênio S. Vilela (AL)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Ruth Hatchwell Monteiro (AM)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares

Heidi Bublitz Schubert (SC)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares

Decleoma Lobato Pereira (AP)
Titular Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Mestre José Lima dos Santos (RR)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Sabrina Campos Costa (PA)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Keyler da Silva Simões (AL)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Edson Gellert Schubert (SC)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Vera Cristina S. e S. Athayde (SP)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Aparecida T. de F. Paraguassú (GO)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Jorge Henrique Macedo Azevedo (RS)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
  
Alexsandra dos Santos (SC)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Leandro Alves de Oliveira (RJ)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares

Abia D. M. Pinheiro de Lima (AL)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Gilberto R.Carneiro (CE)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
José de Arimatéia de V. Teixeira (AL)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Analia Aviz do Rosário (PA)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Lilian Maia Rabello (RJ)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares
 
Neide Rodrigues Gomes (SP)
Suplente Representante do Colegiado Setorial de Culturas Populares

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Barca das Letras nas águas do Carimbó


Parceria entre a Campanha do Carimbó, Espaço Tio Milico e o Movimento NossaCasa estimula a leitura e a solidariedade na Vila de Fortalezinha, Ilha de Maiandeua .


Nos dias 26 e 27 de maio, a Barca das Letras vai navegar nas águas do Carimbó praiano e atracar na Vila de Fortalezinha, na mítica Ilha de Maiandeua, localizada no município de Maracanã, no litoral paraense. Sendo uma das comunidades que integram a APA Algodoal-Maiandeua, Fortalezinha é um lugar mágico onde as pessoas simples ainda mantém vivas tradições ancestrais e um modo de vida ancorado na partilha e no respeito à natureza e suas forças.
Mestre Pedro e Mestre Roque na barca para Fortalezinha (2008)

A convite da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, os artivistas do Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania se preparam para levar livros e solidariedade às crianças, jovens e adultos do Espaço Cidadão Tio Milico, organização cultural comunitária que desenvolve um belíssimo trabalho de afirmação cultural e cidadania através da tradição do carimbó pau e corda, uma manifestação que resiste ao tempo nessa pequena vila de pescadores.

A ação com a Barca das Letras na comunidade envolve uma campanha de arrecadação solidária de livros, gibis, revistas e materiais didáticos para serem doados à “piquenada” de Fortalezinha e à “Cascoteca” do Espaço Tio Milico, uma inusitada e criativa biblioteca comunitária com um formato de casco (ou canoa) que está sendo montada carinhosamente pelo coordenador do Espaço, Manoel Preto.

Grupo Tio Milico com Mestres Pedro e Montano
Além disso, serão realizadas atividades lúdicas e de educação ambiental com a molecada e a comunidade em geral, culminando com uma grande festa de carimbó ao som dos tambores do grupo “Tio Milico”, formado pelas crianças e jovens da Vila com a participação de mestres tradicionais como Pedro Papo-Fundo, da cidade de Maracanã. O grupo é resultado dos projetos desenvolvidos pelo Espaço Tio Milico que buscam valorizar e garantir a continuidade do tradicional sotaque praiano do carimbó típico da Ilha de Maiandeua, promovendo ações de transmissão dos saberes dos mestres aos jovens carimbozeiros da Vila.


O Movimento NossaCasa de Cultura e Cidadania, criado em 2008 pelo arte-educador amapaense Jonas Banhos, busca contribuir para a formação do novo cidadão vivente às margens dos rios, lagos e igarapés da Amazônia, garantindo assim o acesso ao livro, à leitura e à literatura a moradores de comunidades tradicionais/originárias. Nestes quatro anos de caminhada, já foram distribuídos gratuitamente por meio da Biblioteca Itinerante Barca das Letras mais de 30(trinta) mil livros e realizadas diversas ações culturais em dezenas de comunidades dos Estados amazônicos do Amapá, Pará e Roraima.

A Barca das Letras é uma ação que promove a solidariedade, a cidadania e o estímulo à leitura junto a essas comunidades, em especial suas crianças, adolescentes e jovens. Os livros sempre são arrecadados em campanhas permanentes mobilizadas pelas redes sociais, em eventos culturais promovidos por parceiros do Movimento NossaCasa e em intervenções urbanas realizadas uma vez por mês em Brasília e agora também em Belém, onde um coletivo do movimento se organizou recentemente. Toda a ação é feita por voluntários amantes da leitura(arte-educadores, escritores, músicos, ativistas culturais) que juntos e misturados formam a Trupe Cultura Viva e utilizam de suas artes diversas para aproximar o livro do cotidiano das crianças, de 0 a 108 anos, que vêm brincar na Barca.
Leitoras mirins em Santarém Novo (2011)

As “mochiladas culturais”, como os artivistas chamam cada viagem da Barca até as comunidades, envolvem também diversos parceiros locais e da região, fortalecendo e potencializando as organizações da própria comunidade e as iniciativas culturais que já desenvolvem.

A parceria com a Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro foi iniciada em dezembro de 2011, com a participação de Jonas nas atividades do 10º FEST RIMBÓ - Festival de Carimbó de Santarém Novo, evento realizado pela centenária Irmandade de Carimbó de São Benedito.
Barca das Letras no Fest Rimbó em Santarém Novo (2011)

Ação de arrecadação de doações acontece neste domingo em Belém e Brasília

Mobilizando a solidariedade de quem mora em Belém e região metropolitana, artivistas da Barca das Letras, da Campanha do Carimbó, da Associação de Quadrinhistas Ponto de Fuga, Roda de Tambores e outros parceiros promovem uma intervenção cultural na Praça da República, neste domingo (20 de maio), voltada para arrecadar doações a serem levadas até Fortalezinha no final de semana seguinte.

As atividades acontecerão a partir das 09 da manhã, ao lado do Teatro Waldemar Henrique, com a realização de varal de fotos/poesia/quadrinhos, contação de estórias, oficinas lúdicas, batuques e muita alegria. Vá lá e leve as crianças...

Já em Brasília, a ação ocorrerá, como de costume, no Eixão do Lazer (107/108 Norte). Por lá também haverá Varal de Poesia, Exposição de Artesanato das comunidades ribeirinhas já visitadas pela Barca das Letras, Art&reciclagem e roda de conversa sobre Trabalho Escravo na Amazônia, com o escritor e jornalista amazônida Pedro César Batista. A partir das 8h30 até 12h30.
Informações e Contatos:

- Claúdio Cardoso [Movimento NossaCasa em Belém] (91) 88822908 / cromosm@hotmail.com  
- Jonas Banhos [Movimento NossaCasa AP/DF] (61) 8167 1254 / jonasbanhosap@gmail.com  
- Manoel Preto [Espaço Cidadão Tio Milico/Fortalezinha] (91) 9964-8437 / pretotiomilico@hotmail.com  
- Isaac Loureiro [Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro] (91) 8722-9502 / 8263-9738 / carimboparimonioculturalBR@gmail.com